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25 junho, 2015

O futebol é supervalorizado


Por favor, não me vejam como uma pessoa contra o futebol ou qualquer tipo de esporte. Até porque eu adoro jogar uma partida de vôlei vez ou outra. Todavia, achei importante trazer um assunto que tem me preocupado nessas últimas semanas. 
Eu estava assistindo um noticiário regional e acabei notando o grande espaço que o futebol tem ganhado nos veículos de comunicação. Não o atletismo, não o basquetebol, sequer o handebol... Mas ele: o futebol. O esporte que aprendemos quando somos crianças, que nos torna apaixonado por algum clube ou admirar um certo jogador. Isto é, se existe uma hierarquia no esporte brasileiro, o futebol é o rei.
Talvez você nunca tenha se questionado o porquê dessa atividade tão corriqueira ser quase como uma lenda num país como o Brasil. Claro que tem tudo a ver com a nossa cultura e nossos antepassados, mas parece ser uma coisa maior. Um amor quase incontrolável, bêbado.
Eu não sei e não gosto de jogar futebol. Gosto de assistir algumas partidas e sou um torcedor do Internacional, mas não sou nenhum aficionado pelo esporte. E respeito quem é maníaco pela coisa, afinal cada um tem um gosto e se tivéssemos opiniões parecidas, o mundo seria uma grande porcaria.
O que quero trazer aqui é que apesar de todo esse amor, existe um problema grave no futebol que você pode não ter se dado conta: ele é supervalorizado. Não estou dizendo na parte afetiva, até porque assim como existem fãs do futebol, também existem os seguidores do bom e velho xadrez. Entretanto, ressalto a parte financeira.
Sim, o futebol proporciona ótimos momentos, mas é supervalorizado economicamente. Os jogadores, os clubes, e até o governo lucra e gasta com o futebol. São toneladas de dinheiro que poderiam ser utilizadas nas prioridades da nossa sociedade, como saúde, educação e moradia. Afinal, o futebol não é prioridade. Ele é uma prática desportiva, um momento de lazer. É um trabalho? Sim. Contudo, qual a importância dos jogadores de futebol se comparada com a importância de professores ou médicos? Será que estamos dando valor para o que merece ser valorizado e priorizado?
Não quero que você deixe de amar seu time ou tal jogador, mas quero que reflita comigo: é justo gastar tanto dinheiro com um esporte? Não seria melhor investir em postos e planos de saúde? Ou na educação, como num pagamento justo aos professores e na facilidade de acesso à faculdade?
Pense bem no que estamos dando atenção. Talvez estejamos tratando esse belo esporte de forma errada. É importante jogar, tanto para a saúde como para o lazer, mas também é importante preservar salas de aula e leitos de hospital.
Não coloque o futebol em primeiro lugar. Ele já tem o seu lugar no coração do país, mas não pode ser o principal.

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