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10 junho, 2015

“Eu sou muito feliz no meu trabalho, mas às vezes dói”

Tulio Milman fala sobre carreira, como lida com o estresse e opina sobre o jornalismo atual



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ram 14h32min quando eu cheguei no prédio do Grupo RBS, apreensivo e tentando me manter tranquilo. O mal da ansiedade que eu nunca controlei dava suas caras.
Logo que entrei me dirigi à recepção, me identifiquei e decidi esperar sentado numa poltrona na sala de espera. Abri a Zero Hora daquele dia (terça-feira, 02 de junho de 2015) e logo na primeira página encontrei o Informe Especial, assinado pelo jornalista com quem em minutos eu iria conversar.  O quê não demorou muito, pois cerca de dezoito minutos depois, fui chamado e embarquei no elevador a fim de chegar o mais rápido no quarto andar, onde Tulio Milman me aguardava.
Já no quarto andar, andei calmamente até a sala de redação da ZH, passando pela entrada da Rádio Gaúcha e me deparei com uma mesa grande cheia de livros sobre ética jornalística. Lá estava ele: Tulio Milman, falando ao telefone, tentando explicar algo a um leitor. Logo que me viu, cumprimentou-me com um aperto de mão e fez sinal para que eu esperasse. Estava tentando dispensar o leitor com quem já conversava há uns vinte minutos e me fez mais um sinal. Dessa vez, quis dizer que já não aguentava mais falar e falar com aquele leitor.
Depois que acabou o diálogo, me cumprimentou mais uma vez e comentou que adora quando um leitor liga para interagir com ele, mas que existem alguns que não param de falar. Riu e brincou: “Isso tu não coloca na matéria”. Com aquela brincadeira já me senti confortável para iniciar a entrevista, a qual virou um papo bem agradável, passando rapidamente por fases de sua carreira - recordando momentos e gerando opiniões sobre determinados assuntos.
O jornalista, com 47 anos de idade e “24 ou 25 de profissão, não lembro” conta quais foram suas influências para seguir na profissão, o que acha do tão comentado diploma de jornalista no ramo e fala abertamente como foi sua saída do Teledomingo, programa o qual apresentou por quatorze anos. Também disse que o jornalismo o faz feliz, mas não sempre, e que não têm arrependimentos na carreira.

FELIPE VICENTE: Quais os motivos que te influenciaram ao Jornalismo?
TULIO MILMAN: Primeiro, eu sempre gostei muito de escrever, e meu pai começou a vida como locutor de rádio. Depois ele comprou um pedacinho de uma rádio, então lembro um pouquinho de quando eu era criança e ia com ele até a rádio, de certa forma vivenciando do ambiente do que era o jornalismo na época. Acho que essas duas coisas juntas, basicamente.  Depois ele largou a profissão, foi ser advogado, mas tenho essa lembrança.

FV: Onde se formou e no quê se especializou?
TM: Me formei na PUCRS e depois fiz duas pós-graduações: uma em Marketing e outra na área de Recursos Humanos, que não tem nada a ver diretamente com jornalismo, mas sempre vai te dar informação, visão de mundo, e acho que isso é importante para a profissão.

FV: Um ponto positivo da profissão?
TM: O jornalismo é muito variado, depende do que tu vai fazer. Na minha experiência, o que eu gosto no jornalismo é a possibilidade de tu estar em vários lugares, tu cair em várias situações que sem o jornalismo tu não cairia. É a possibilidade de cobrir vários eventos, conversar com pessoas legais, estudar assuntos diferentes, de se expandir como pessoa e profissional. Pra mim, o jornalismo é isso: é pluralidade, é variedade.

FV: E um ponto negativo?
TM: O jornalismo que eu faço, o de massa, é um mercado que tá encolhendo, um mercado com cada vez menos oportunidades. Isso é um limitador na profissão e tem uma série de reflexos. Inclusive em remuneração. Claro que a gente tá entrando muito forte no digital, mas mesmo assim ele é um mercado em crise “barra” transformação.

FV: Concorda com a teoria de alguns jornalistas que afirmam que o término do jornal impresso vai acontecer por causa do on-line estar roubando o seu lugar? 
TM: O fato de ele perder lugar não significa que ele vai terminar ou que ele não tenha capacidade de se reinventar. Quando olhamos para a história da comunicação, seja do jornalismo ou outro tipo de mídia e entretenimento, nunca um nascimento de uma mídia nova matou a anterior. Dizia-se que a TV mataria o rádio e o cinema, e não matou. Dizia-se que a internet iria matar a TV, e não matou. Essas plataformas têm que se reinventar e encontrar novas funções. Acho que o jornalismo impresso tá nesse momento. Ele precisa definir uma nova função. Ninguém tem uma resposta clara ainda, porque a gente tá no meio dessa confusão, mas eu acho que essa resposta vai aparecer. Já está aparecendo, aqui e ali, uma ou outra coisa não muito clara. Não acho que o jornal impresso vai acabar. Ele pode se redimensionar. Por exemplo, diziam “o CD vai matar o vinil” e o CD não matou o vinil, “a música digital vai matar o CD”, mas agora voltou o retrô do vinil. As coisas são muito dinâmicas e acho que tem espaço pra tudo. Tem que encontrar seu nicho, sua vocação.

FV: Qual a área que mais se identifica no jornalismo?
TM: Desde a época da faculdade eu quis quebrar essa lógica. Acho que o jornalista é um especialista em comunicação. Se tu vai apresentar em TV, rádio, internet, sinal de fumaça, telepatia... Isso tu aprende. E para isso, tem que ter domínio da língua, bom relacionamento com fontes, tem que ter ética, credibilidade. Eu me identifico em apurar, organizar, colher informação, hierarquizar, dar sentido na informação e opinar sobre ela. Esse é o meu trabalho, a forma como eu vou fazer isso é secundária.

FV: Isso também vale para os assuntos?
TM: No meu caso, sim. Têm vários tipos de jornalistas e eu sou um jornalista generalista. Eu falo sobre todos os assuntos, é 360 graus. Eu gosto de aprender e tratar de temas diferentes, mas é o meu jeito. É o jeito que eu me posicionei, é o que eu consigo fazer. Eu não consigo me ver como um jornalista especialista, acho que eu não seria feliz se fosse um. Eu gosto de estar aqui e lá, falar sobre um assunto, falar sobre outro, ir e voltar. Isso é o que me faz feliz.

FV: Como essa variedade de temas influencia sua rotina?
TM: Totalmente, porque dependendo do dia, eu tenho que estudar um assunto e no outro dia tenho que estudar outro. Pode ser um assunto que eu já conheço, mas também pode ser um assunto novo que eu tenho que explorar. O meu trabalho é muito voltado para a diversidade da informação. E não só coletando a informação exclusiva, mas organizando. Hoje em dia a função do jornalista, cada vez mais é fazer a curadoria: hierarquizar, dizer o que é importante e o que não é importante, estudar a informação, selecioná-la, dar sentido e organizá-la. Informação tem de sobra, tem muita informação no mundo e não há dificuldade de acessá-la. É tanta informação que tu tem que dizer pro teu leitor “olha isso aqui que legal!”, “olha esse tweet aqui, que engraçado!”, “vamos ligar essa informação aqui com essa outra... notou que isso tem a ver com aquilo?”.

FV: E com essa rotina bastante agitada, como lida com a pressão do trabalho e o estresse?
TM: É um tipo de estresse muito difícil de quem não faz o que eu faço, entender. Por exemplo, nas colunas cada uma tem suas vantagens e desvantagens, mas uma vantagem também pode ser uma desvantagem. A coluna de gastronomia só pode falar sobre gastronomia e geralmente é feita por quem já conhece isso, estudou, conquistou isso e sempre se renova, mas que não pode falar sobre outras coisas, apenas gastronomia. Então a evolução dele e o desafio dele são em pequenos passos. E no meu caso, falar sobre todos os assuntos te exige um conhecimento e um esforço muito maior. Algumas vezes caio em um tema que eu nunca vi na vida. Tenho que realmente parar e estudar sobre.

FV: E quais as características que tu achas que um jornalista deve possuir?
TM: Depende, se o cara é, por exemplo, um jornalista que vai empreender, ele tem que ter um tipo de característica, que está ligada ao empreendedorismo, a relacionamento, a capacidade de gestão. Se for um cara que vai produzir conteúdo digital, é outro tipo de característica. Entretanto, a primeira característica básica para um jornalista é a capacidade de compreender antes de julgar. Eu posso não gostar de música sertaneja, mas tenho que compreender o fenômeno da música sertaneja no Brasil. Eu não posso dizer que é ruim, só não é o tipo de música que eu escuto, mas tem um fenômeno aqui. Entender toda uma cultura popular, um mercado de shows, de discos, de comportamento, de roupa, de atitude etc. A segunda é o domínio básico da língua portuguesa, nossa ferramenta de trabalho. Tem que saber expressar tuas ideias, pegar aquilo que pensou, esquematizar e pôr em palavras. Acho que isso vale pra qualquer área do jornalismo.

FV: Depois de quatorze anos à frente do Teledomingo, como foi pra ti deixar a atração?
TM: Foi um processo natural, acho que depois de quatorze anos eu já tinha feito tudo o que precisava ser feito ali. Não foi nem um desgaste, não houve briga, o programa estava indo bem de audiência, de patrocínio, só estava ficando chato pra mim. Alguém sugeria tal coisa, já tinha sido feito e não tinha dado certo. Acho que cumpri meu ciclo ali no Teledomingo. Foi maravilhoso, foi ótimo, mas eu já tava pedindo uns dois anos pra sair, daí a gente tava vendo e analisando isso. Então surgiu a oportunidade de fazer outra coisa, eu achei que tava na hora de eu realmente buscar outros ares, me renovar. Agora também pedi pra sair da Rádio Gaúcha em que eu fazia comentários de manhã e comecei a fazer comentários no Jornal do Almoço, e também tenho a coluna que eu to há uns seis ou sete anos na Zero Hora. Tem que se reinventar de tempos em tempos, para não ficar acomodado no que deu certo, buscar coisas diferentes e abrir espaço para pessoas que estão chegando com novas ideias.

FV: Tu já viajaste muito, não é?
TM: Depende do que é muito... Depende da comparação (risos). Eu acho que eu viajei pouco. Queria ter viajado muito mais.

FV: E qual o lugar que mais te impactou ou o que mais gostou de ir?
TM: Pra mim, a cidade que me surpreendeu foi Jerusalém. É uma cidade especial no mundo, mágica. Eu não sou um cara religioso. Tenho uma ligação cultural com o judaísmo, mas não sou uma pessoa que vai à sinagoga rezar. E aquela cidade tem uma energia única, de uma cultura muito diferente, de história, de beleza. Um lugar que foi bem impactante pra mim. Toda a história daquela cidade, daquelas pessoas e do que aconteceu ali tornou a cidade muito diferente.

FV: Tu começaste como repórter de política no Correio do Povo. Pode relatar alguma situação que te marcou no início da carreira?
TM: Teve uma situação bem marcante de início de carreira, em uma das primeiras matérias que eu escrevi. Era sobre uma eleição municipal e tinha um candidato que entrou com uma reclamação no TRE porque na urna que a mulher dele votava, não tinha aparecido nenhum voto para ele. Não me lembro se era candidato a vereador ou prefeito. Na época, fiz uma nota e uma piada em cima disso. Mas fizeram a recontagem dos votos e apareceu o voto da mulher, fazendo o cara vir pra cima de mim, bravo. E eu, com a maior tranquilidade, publiquei que haviam achado o voto, pedi desculpas e disse que foi uma brincadeira. Aquilo no começo da carreira foi um aviso para que cuidasse antes de brincar e esperasse para ver o que podia acontecer.

FV: Ocorreu um mal entendido com o Brizola em uma entrevista que ele deu pra ti, como isso aconteceu?
TM: Fui fazer uma entrevista com o Brizola e por sugestão dele, não gravei a entrevista. E eu tinha aqui na ZH um diretor de redação que editou a entrevista, e acho que ele foi infeliz na edição. Ele mexeu na entrevista, valorizou alguns pontos que não tinham tanta importância e o Brizola não gostou. Então ele mandou uma carta pra redação pro Nelson Sirotzky, que era o presidente, pedindo a minha demissão, dizendo que eu tinha mentido na entrevista. Dessa forma, o diretor de redação disse que iria segurar a onda e realmente ele segurou a onda. A gente publicou a carta do Brizola. Um tempo depois, fui fazer outra entrevista com ele. No mesmo dia, fui visitar a minha namorada, deixei o carro na frente da casa dela e roubaram o gravador de dentro do carro. Eu não tinha fita, me apavorei. Então liguei pro doutor Sereno Chaise que na época era presidente do PDT, e na terceira ou quarta vez quem atendeu foi o Brizola, deu uma debochada e me deu toda a entrevista de novo. Foi muito generoso, podia ter me detonado. E eu com dois gravadores pra não ter perigo de não ter a gravação novamente.

FV: Como foi pra ti cobrir as Olimpíadas de Barcelona em 1992?
TM: Foi um sonho. Nas Olimpíadas de 1992, além de cobrir, eu fui convidado a trabalhar nela. E apesar de não ser uma pessoa religiosa, na Vila Olímpica tinha um centro ecumênico, com uma igreja católica, uma igreja protestante, um templo budista, uma mesquita e uma sinagoga. E cada religião tinha dois agentes pastorais lá. Um amigo iria ser um agente pastoral da sinagoga e me convidou para acompanhá-lo e eu fui. Morei dentro da Vila Olímpica, e ficava muito perto do pessoal do Brasil. Então os meus ídolos do vôlei e basquete eu encontrava no meio da Vila Olímpica. Foi uma experiência muito legal ver um evento daqueles e estar participando da forma como eu participei. Uma oportunidade muito bacana. Inesquecível.

FV: Tu tens uma ligação forte com o esporte? Pratica algum?
TM: Pratico e já pratiquei vários esportes. Eu jogava futebol quando era garoto, depois joguei vôlei, treinei no União e na seleção da PUCRS, fiz parte do time do Colégio Farroupilha... Também joguei tênis por oito anos, de forma amadora, claro. E agora eu gosto de correr, eu pratico com certa regularidade corrida. Acho uma atividade muito interessante e importante no meu equilíbrio poder praticar esporte e assistir pra extravasar um pouquinho das minhas loucuras (risos).

FV:Em relação à corrida: tu já correste a maratona de Porto Alegre, não é? 
TM: Não, não. Vou correr agora, no dia 14 de junho. Estou na fase final de treinamento para isso. Já corri três vezes metade das maratonas de Porto Alegre, e agora vou fazer a maratona completa.

FV: Depois de escrever um livro com o publicitário Heitor Kramer (Vença com a Mídia, editora Artes e Ofícios, 135 páginas, 2002), pretende lançar outra coisa no ramo da literatura? 
TM: Sim. Não tenho muita coragem nem inspiração, mas pretendo. Eu queria lançar um livro, já até tentei me mexer em relação a isso, mas não consegui. Não é o momento ainda. Acho que vai chegar o momento certo, e tenho essa ambição.

FV: O que tu acha que os jornalistas não aprendem na faculdade? 
TM: É uma boa pergunta (risos). Eu poderia dar uma resposta bem óbvia dizendo que a prática não se aprende na faculdade, mas não. Creio que o relacionamento com fontes não é muito aprofundado na faculdade. Tem teoria sobre isso e um ou outro trabalho que tu entrevista, mas todos os dias tu tá conversando com pessoas e colhendo informações. Só na prática se aprende como funciona a relação com a pessoa que te dá informações. Ao mesmo tempo, tu tens que ser leal a essa pessoa, mas não pode protegê-la. Tem que ter uma sintonia grande pra entender o que ela está dizendo, aonde ela quer chegar, qual o teu limite na conversa... É uma coisa que tu vai errando e sempre aprendendo, porque estamos falando de pessoas, de como lidar com pessoas.

FV: Qual tua opinião sobre a falta de diploma para exercer o jornalismo? 
TM: A princípio, não acho que seja necessário o diploma para exercer o jornalismo, mas se eu fosse dono de uma empresa de comunicação ou chefe de redação, por exemplo, iria dar preferência para contratar quem tem o diploma. Eu acho que é uma questão muito mais simples: o cara que é mais bem preparado, teoricamente vai ser o melhor. É uma discussão meio inócua. O diploma naturalmente é importante, mas não gosto muito da ideia de ele ser obrigatório. O Falcão, por exemplo, não fez faculdade de jornalismo e ele fala na TV sobre um assunto que ele conhece totalmente. E é isso, o jornalista sem o diploma tem que ter um conhecimento do assunto que vai falar e ter noções de ética, legislação. Não sei se precisa uma faculdade de quatro anos para isso.

FV: Tens algum arrependimento ou mudaria algo na carreira? 
TM: Não, eu tive que tomar algumas decisões. Uma delas foi ficar no Rio Grande do Sul e não ir pra outros estados, mesmo tendo oportunidades pra fazer isso. Sempre tem aquela pontinha de dúvida em saber que rumo minha vida teria tomado se eu tivesse ido para São Paulo ou Rio de Janeiro, mas não é algo que eu me arrependo. Gosto de Porto Alegre, gosto de morar aqui. É onde estão a minha família e meus amigos. Pra mim, isso é muito importante e não tem salário no mundo que pague o fato de estar perto da família e dos amigos. Eu não quero ser estrangeiro, eu quero ficar onde eu seja conhecido, onde eu tenha essa rede de suporte afetiva, onde estão as pessoas que eu conheço, que gostam de mim e que eu gosto. São coisas que dinheiro não compra.

FV: E profissionalmente, acha que realizou tudo o que pretendia ou tinha vontade? 
TM: Nunca! Sempre estou buscando novos caminhos, inclusive acho que tenho que me aperfeiçoar no jornalismo digital agora. Eu sou um cara que transito bem nele, mas nasci no analógico e tenho que melhorar muito no digital ainda. Já estou procurando um curso para fazer, não sei se no Brasil ou fora... Mas não, nunca vou realizar tudo. Até porque se eu realizar tudo, pego o meu chapéu e vou embora, me aposento (risos).

FV: Pode dar uma dica para quem quer fazer jornalismo ou acabou de sair da faculdade? 
Dica é um negócio complicado, porque daqui a dez anos minha dica já vai estar velha. Eu posso dizer para que não caiam nessa conversa, nesse papo furado de que “eu sou feliz porque só faço o que eu gosto”. Não existe trabalho que tu faça só o que tu gosta, talvez depois de vinte, trinta anos quebrando pedra na profissão. O Jô Soares, por exemplo, já trabalhou dia e noite, escreveu nota de obituário, levou bronca de chefe e hoje em dia tá tranquilo, no canto dele, fazendo o que ele gosta. Para crescer na profissão tem que fazer o que não gosta, pensando lá na frente. Tem que ter mais prazer do que dor, mas a dor é inerente, ela vai existir. Terá momentos em que tu estarás feliz e momentos que tu estarás infeliz. É uma profissão como toda outra. Têm tropeços, têm caminhos pra enfrentar, então esteja bem preparado. Claro que tem muito mais alegria do que dor. Eu sou muito feliz no meu trabalho, mas às vezes dói.

PINGUE PONGUE:

Família: É a base de tudo. É a rede de apoio e de proteção.

Carreira: Parte do todo. É um pedaço do meu equilíbrio.

Um sonho: Ver o Internacional ser campeão do mundo de novo.

Um programa de TV: Jornal Nacional. É um pedaço da história do meu país.

Um programa de rádio: Timeline Gaúcha. É um programa que eu adoro ouvir.

Uma pessoa brilhante e que gostaria de conhecer: O Papa Francisco. Gostaria de bater um papo com ele.

Uma frase ou lema que tu leva para tua vida: Sempre quando algo dá errado ou acontece uma coisa ruim, eu sempre digo “que sejam esses os nossos problemas”. Se furar o pneu do meu carro, que seja esse o meu problema! Afinal, poderia ser uma coisa pior.

Quem é Tulio Milman? Tulio Milman é um ser humano com todas as qualidades e defeitos que tu encontra por aí. Mais defeitos que qualidades, como qualquer pessoa.

O jornalista Tulio Milman (direita) e eu, Felipe Vicente (esquerda).

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