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26 maio, 2015

Afinal, música é arte ou comércio?

Outro dia, enquanto estava navegando pelos portais de música na internet, me deparei com uma crítica sobre tal álbum de pop e notei que os argumentos do autor do texto insistiam muito na indústria musical, e a partir dali veio um questionamento na minha mente: afinal, a música é arte ou comércio? Acredito que as duas afirmações são válidas, até porque quem faz apenas música é porque gosta, mas como existe esse apenas, comercializá-la se torna necessário. O problema é quando os artistas não conseguem mediar isso e acabam se importando demais com o lucro e menos com a arte e o conceito de suas músicas. O que é sempre uma pena.
Vivemos em uma sociedade onde quem mais vende - musicalmente falando - é o melhor. Não importa a qualidade, o que importa é se o refrão vai ficar martelando em nossas cabeças por horas, dias, semanas, meses...
Apenas tome como exemplo as intermináveis listas da Billboard sobre "as melhores da semana". Entretanto, os que estão entre os dez primeiros lugares são realmente os melhores artistas?
É importante saber vender sua música, mas também é importante não valorizá-la como um mero produto. Música é sentimento, é expressão. É muito mais do que o primeiro lugar nas rádios ou a turnê que mais vendeu.

Imagem retirada do site Minha Microempresa, nesse texto.

Alguns artistas são obrigados a repetir sempre a mesma fórmula em suas canções apenas para não verem seus índices de vendas descerem morro abaixo. Claro que não são todos - amém! -, mas uma boa parte.  E a outra parte são os artistas que se sobressaem a isso, e que só querem ver seu material tocando as pessoas como arte e não como comércio, os quais eu admiro.
Nós, como ouvintes, devemos repensar o que estamos querendo dos artistas: a qualidade ou a quantidade? Até porque, eles não produzem suas músicas sozinhos, eles sempre pensam no que nós gostaríamos de ouvir e então nos presenteiam com as canções. Mas então, de quem é a culpa?
Temos parte dessa culpa porque - querendo ou não - sempre escolhemos o que ganha mais notoriedade. Os artistas que insistem em produzir um "mais do mesmo" também são culpados, pois os mesmos não têm coragem de aventurar-se entre acordes e timbres, e devido a isso, acabam recriando sempre o mesmo conceito e propósito.
O mais importante na música é a emoção. É quando escutamos uma batida e pensamos: "isso me lembra tal situação". É quando acompanhamos uma letra e lembramos de uma pessoa importante... Para que isso ocorra, a música tem que ser feita com autenticidade, esforço e paixão. Somente dessa forma ela ganhará o sucesso exato, seja nos charts ou nos nossos corações.

24 maio, 2015

O Poder das Palavras


Quem nunca passou por aquela situação de ter sido grosso sem querer? De ter dado uma resposta torta sem ser essa a intenção? Quem nunca teve que se explicar de novo pra ser interpretado da forma correta? Quem nunca teve problemas no contar ou no entender algo? Quem nunca?
A palavra é a coisa mais poderosa que temos, tão poderosa que é capaz de criar e destruir mundos, podem mudar o dia ou a vida de qualquer pessoa. Poucas palavras podem dizer muito assim como muitas palavras podem dizer pouco. 
É nessa atmosfera de falar, ler, ouvir e interpretar que pretendo expressar o quanto é importante coisas simples que nós normalmente nem paramos pra pensar.
Ás vezes é só um bom dia, ás vezes é um obrigado. Ás vezes é só ter respeito pela pessoa. A situação não é nem aquela história de que todo mundo deve ser simpático, que sempre temos que agir como se estivéssemos num ótimo dia. Claro que não. Todo mundo tem o direito de acordar com o pé esquerdo, de pisar numa poça d'água, de perder dinheiro, de estar de mau humor. O que não devemos é descontar isso numa pessoa qualquer que não tem culpa pelo SEU dia estar sendo ruim. 
Eu acredito que precisamos pensar no outro, acredito que, assim como alguém pode ser ignorante comigo e meu dia ficar "nublado", se eu for ignorante com alguém, eu também posso deixar o dia de alguém triste. 
Na verdade, eu posso resumir tudo isso em uma frase: não faça pra outras pessoas o que não quer que façam pra ti. 
Muito bonitinho o texto até aqui, porém não é só isso que eu queria contar. Nem sempre é só questão de educação, nem sempre é um "bom dia" ou um "obrigado". Ás vezes o que falamos sem querer, algumas gírias, algumas manias, vem carregadas de preconceito. Preconceito esse que não muda apenas o dia, mas pode retalhar uma pessoa por toda a vida.
"Não sou tuas nega", "Deixa de ser veado!", "Ela tem cabelo pixaim", "A coisa tá preta", "Roupa de mendiga", "Fazer gordice", "Tá vestida assim porque? Quer seduzir alguém?", "Tá parecendo um traveco", "Oriental é tudo igual". 
Você já disse algo assim? Você pensou no efeito que essas palavras teriam? Em tudo que elas poderiam produzir?
É mais comum do que parece e tem um efeito colateral incalculável. Discriminar pessoas a partir de expressões (infelizmente) comuns presentes no nosso vocabulário é uma das coisas que nós mais estamos acostumados a presenciar e muitas vezes nem notamos  que acontece. Cada uma das frases citadas acima diminui um tipo de pessoa, negrxs, gays, trans, gordxs, mulheres, etc. 
Todo esse preconceito que acontece por uma série de fatores, sendo principalmente esse nosso histórico opressor o responsável. Mas isso tem conserto. Basta prestar um pouco de atenção no que falamos, sobre o que falamos e porque falamos. Se não nos policiarmos quanto ao que dizemos (ou escrevemos), essa descriminação sutil vai continuar, sendo um passo a mais pra disseminação do preconceito e quinze a menos pra igualdade e respeito entre todas as pessoas.
Não é apenas o que dizemos ou como dizemos. Cada palavra carrega um universo de interpretações, cada frase traz mensagens subliminares, por isso é tão poderoso. Porque nunca vai existir só um significado.
Parece simples. É simples, porém também é urgente. E é assim que, com algumas atitudes pequenas e diárias, combatemos as discriminações. 
O objetivo aqui é pensar um pouco nos outros. Tudo o que eu faço ou o que eu digo vai ter uma consequência, seja ela boa ou ruim (mas que de preferência seja boa). Hoje os dias são rápidos demais e pensamos muito no futuro, mas mais ainda em nós mesmos. Ultimamente eu ando percebendo o quanto nós somos egoístas, e o quanto esse egoísmo está sendo o que melhor define os últimos anos. O mundo não gira em torno do nosso umbigo, existem outras pessoas que são tão importante pro mundo quanto nós somos. 
É uma noção de espaço, de ambiente, de convivência. Só precisamos de mais respeito. Que tal seria se prestássemos mais atenção nas pequenas coisas? Que tal se tentássemos não afetar o dia de outras pessoas pelos problemas que nós temos? Que tal se evitássemos alguns costumes da fala pra mudar uma sociedade opressora? Que tal uma pitada de respeito nesse nosso mundo tão ignorante? Que tal?



22 maio, 2015

Ellen DeGeneres e a desconstrução do binarismo de gênero

A questão é esteriótipo. A questão é binarismo. A questão é sexismo. A questão é social.
Nunca é polêmica até que se pare pra pensar no assunto. É inofensivo até que se perceba o quão forte é o poder das palavras. Nunca é nada, mas sempre vai existir a possibilidade de ser tudo.
Por mais que não pareça, vim hoje não para falar exatamente sobre binarismo ou focar em questões de gênero. Hoje o assunto é Ellen DeGeneres lacrando novamente.
Nossa sociedade é cheia de regras e costumes. Nós somos uma esponja, vivemos em meio a informação o tempo todo e absorvemos conteúdo continuadamente, sendo assim, algumas coisas nós crescemos aprendendo com nossa família, nossos amigos ou até mesmo na mídia. Estas coisas que absorvemos e esses regras que nos ditam nos acostumaram a normalmente identificar pessoas pela forma como elas se vestem. Sendo assim, vestido é uma roupa tipicamente feminina e camisetas ou moletons são tipicamente masculinos (a não ser que estas peças sejam modificadas pra que se adequem a serem femininas).
Ok, isso todos sabemos. Mas o que tem a ver a Ellen DeGeneres nisso?
Ellen DeGeneres não é só uma apresentadora e comediante divina, mas, agora, também é a idealizadora e dona da marca de roupas e objetos de decoração agênero "ED".
Uma das peças da marca ED: Foto: Getty Images
Em uma entrevista para o Refinery 29, Ellen contou que aposta em itens que fogem do binarismo de gênero. "Não é extremamente feminina, não é masculina, é apenas confortável." conta em um trecho.
É importante que esse pensamento se propague, que essa ideia se popularize. Estamos em pleno século XXI, sistemas de segurança hiper sensíveis a qualquer movimento, computadores e celulares cada vez mais finos e eficientes, encontramos resquícios de água em Marte, porém, ainda precisamos definir tudo em feminino e masculino. Será que evoluímos tanto assim?
Outras pessoas da mídia já falaram e lutaram por essa quebra de codificação de gênero, como foi o que aconteceu com Jaden Smith (filho de Will Smith) que postou em seu instagram mês passado uma foto sua de vestido e, batendo na mesma tecla que Ellen, colocou na legenda" Fui à TopShop comprar roupas de menina. Quer dizer, roupas.".
Sobre o nome da marca, DeGeneres conta que, além de ser seu nome, vem de um apelido que sua esposa lhe deu por um longo tempo, além disso ainda comenta "É também uma espécie de um nome sem gênero, porque eu não quero que seja o meu nome em tudo. Eu quero que seja um nome que qualquer um poderia usar.".
Em junho deste ano é previsto o lançamento de roupas que não definem gênero. Roupas que são pra todos. Homens, mulheres, trans. Todos.
Você pode encontrar todos os produtos à venda no site oficial clicando aqui.
É importante que essa desconstrução aconteça, é importante que consigamos construir um ambiente livre de preconceitos, um lugar onde todos sejam respeitados, que seja livre para todos e todos os gostos. É importante, também, que essa mudança parta de nós mesmos, devemos cada dia tentar desconstruir todos os costumes de normatividade que crescemos aprendemos, tudo isso para um mundo mais livre, para nós e para os outros.


21 maio, 2015

Preocupe-se com os outros, mas lembre de você

Ultimamente tenho notado que as pessoas ao meu redor pensam muito no outro. E isso é realmente incrível. Incrível por quê precisamos dar apoio às pessoas, nos sensibilizarmos com os dilemas delas e oferecer qualquer tipo de ajuda, seja emocional ou financeira.
É engraçado pensar em ajuda porque eu não sou o mais solidário dos mortais, mas tento sempre encontrar um meio de fornecer o socorro que tantos querem. Como, por exemplo, quando ajudei um menininho maravilhoso num orfanato do estado. Ou quando dei um pouco de chocolate a uma linda bebê indígena que acompanhava a mãe a vender quadros - belos demais, inclusive -, ou até mesmo quando dei aquele conselho não tão seguro para um amigo e hoje ele está bem devido ao tal conselho.
Ajudar é uma terapia para a pessoa que vos fala. É tão bom poder recuperar o ânimo de alguém com uma demonstração de carinho e afeto... Eu não sou nada meloso, pois demonstro os meus sentimentos em situações, sem precisar abraçar ou dizer "eu te amo". Mas só sou assim porque acredito naquela máxima de que uma atitude vale mais que mil palavras. Agora, se você vier e querer me abraçar, e for para te ajudar, eu não negarei. O farei dando o melhor de mim.
Acredito que a solidariedade tem faltado no coração de muitos neste mundão de meu Deus. Não sei bem quem ou o quê é culpado disso. Talvez a vaidade, talvez o ego... Não tem como dizer exatamente o porquê.
Todavia, o ponto que quero chegar é: é possível se importar consigo mesmo e com os outros ao mesmo tempo? Eu, particularmente, acho que sim. Não sei se pelo fato de que meus amigos vivem dizendo que estou sempre em cima do muro e não me decido entre as coisas ou porque tenho uma crença firmada nisso.
Socorrer as pessoas é incrível, como eu já havia falado. Entretanto, socorrer a si mesmo é muito mais do que incrível. Não tem explicação se aceitar, saber seus defeitos, suas qualidades, se descobrir, descobrir seus gostos... Sermos nós mesmos e sabermos o que somos é o que, provavelmente, mais vai fazer você ser feliz.
Estampar um sorriso de orelha à orelha por se conhecer e se importar consigo é mágico. Se achar lindo ou linda, notar que é especial, ver o quanto você é amado ou amada por sua família e amigos, isso não tem preço!
E isso é o que deixo como desafio: ajude os outros, mas ajude você também! Preocupe-se com os outros, mas lembre de você! Não importa quantas pessoas digam que você não vale à pena ou se o que você quer nunca vai acontecer. Porque, meu caro, a melhor sensação é quando você prova que os outros estavam errados. Ah, se é!
Quando disserem que você é inútil e você quiser chorar, lembre-se de que há alguém que te ama e que te quer bem. Se te faz bem, pense que essa pessoa sou eu. Porque eu sempre vou tentar amar os outros, mesmo sem saber se é realmente amor.
Permita-se, viva intensamente, procure, encontre, erre, perdoe. Nós nascemos para viver o máximo que pudermos. E se alguém te fizer triste, faça-te feliz!

07 maio, 2015

O amor ainda é o maior mistério da humanidade

Muitos dizem que a morte é o maior mistério existente, mas eu não acredito nisso. Não acredito pelo simples fato de que aceito a morte como uma forma de dar adeus a tudo o que deixamos. Para mim, a morte é o fim de uma jornada para o começo de outra, então não faço dela um bicho de sete cabeças.
Outros alegam que a vida é o que há de mais misterioso, porém também não concordo. A vida é fácil de entender, a gente que complica ela. A vida é se permitir, é ter a chance de fazer as coisas, é aquilo que vai te determinar no mundo, te fazer sofrer muitas vezes, mas sorrir mais ainda. Então vocês estejam se perguntando qual o maior mistério para o jovem aqui.
Fácil de responder: o amor. Sim, creio que esse sentimento que nem sabemos se realmente existe é a coisa mais difícil de poder desvendar. Afinal, o que é amar? Amar é colocar os outros em primeiro lugar? Amar é fazer de tudo para agradar uma pessoa – ou um grupo de pessoas? Não sei. E você, seja sincero, também não sabe.
O amor pode ser tudo e também pode ser nada. Confundimo-nos tanto em relação ao amor. Alguns momentos, por exemplo, acreditamos que estamos amando e na verdade, é outro sentimento.
Amor, quem sabe, seria uma invenção. É, uma invenção das pessoas para uma utopia nunca atingida. Criada somente como um refúgio dos problemas, de tanto desaforo levado para casa, de tanta expectativa jogada fora. Não sabemos quando amamos. Não sabemos o real significado dessa palavrinha tão dita, mas tão complicada de decifrar. Por essas e outras, que ainda acho o amor, o maior mistério da humanidade.